O blog Caixote Amarelo nasceu com a proposta de dialogar apenas com os livros de relatos, as biografias. Para minha surpresa, bons ventos sopraram durante essa empreitada e outros tipos de livros ganharam espaço. Digo empreitada porque já seria difícil pra caramba abrir o bloco de notas e escrever o que sinto sobre as obras e como elas me afetam, de maneira positiva ou não. Tudo fica ainda mais complexo quando clico em "publicar". Te vejo dentro do caixote.

Por Renata de Sá.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

As boas coisas vêm devagarinho; as melhores, bem depressa

o formato do livro lembra a protagonista, a nossa girafa tímida,
que vai se esticaaaaando pela história
“Há muitos e muitos anos, quando a Terra era uma coisa só, havia uma girafa muito tímida.” Essa girafa ainda não era uma vez.

Mesmo convivendo com diversos bichos, inclusive com outros seres como ela, a pobre era completamente ignorada, e a floresta brasileira estava longe de ser considerada a sua verdadeira casa. Para piorar, a bichana de pescoço longo estava longe de ser uma vez na história.

Até que um dia... O destino matutou com a natureza e “deu-se um trovão e um repique. Um tambor e um clarão!” E abriu-se um buraco na Terra. E abriu-se também uma oportunidade de agora, sim, ser uma vez uma girafa.

E ela foi se esticando, esticando, esticaaaannnndddoooooo até parar lá.

Já não estava mais aqui. Estava lá. O lá (na África) era, definitivamente, o seu lar. “Desde então, quando uma girafa olha para o horizonte, lá para os lados do Brasil, relembra com saudade daquela imensidão.

E viveu feliz para sempre. Ahhh, e resolveu contar tudinho no livro Memórias de uma girafa.
Fim

Memórias de uma girafa (2016), de Clarice, Paulo e Kevelyn
Edições Barbatana – 24 lâminas
Avaliação: 4 caixotinhos (de zero a cinco)

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