O blog Caixote Amarelo nasceu com a proposta de dialogar apenas com os livros de relatos, as biografias. Para minha surpresa, bons ventos sopraram durante essa empreitada e outros tipos de livros ganharam espaço. Digo empreitada porque já seria difícil pra caramba abrir o bloco de notas e escrever o que sinto sobre as obras e como elas me afetam, de maneira positiva ou não. Tudo fica ainda mais complexo quando clico em "publicar". Te vejo dentro do caixote.

Por Renata de Sá.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O que aprendi com a Jout Jout em alguns tweets – Parte 1

Não lembro quando comprei a Jout Jout e nem estou com muita vontade de tentar descobrir. Mas, o fato é que Tá todo mundo mal (2016) passeia há algum tempo pela minha estante. E sempre que eu podia, jogava o livro mais ainda para o fundinho da prateleira, buscando sempre por um outro título mais interessante para aquele meu momento (estudando, planejando férias, estudando, namorando, querendo férias, chorando, tirando férias...).

Até que um dia, na correria de quem sabia que chegaria atrasada ao trabalho, puxei um livro e enfiei na bolsa. Dentro do metrô, já bem irritada, afinal chegaria mais atrasada ainda do que imaginava, eis que comecei a ler a Jout Jout. A companhia foi tão agradável que resolvi carregá-la comigo por mais alguns dias. Para essa experiência, decidi que os capítulos seriam contados em apenas um tweet cada.



“Dodô, Arthur e Luiza sabiam o que queriam fazer da vida. A Júlia não. Ela, então, foi fazer o que sabia: dar conselhos esquisitos em vídeos”, em A crise da ausência de talentos.

“Se todos os sapos que eu beijei em festinhas da pré-adolescência se tornassem príncipes, hoje teria zero príncipes encantados”, em A crise da ilusão materna pré-festa.

“Vou ou não na festa? Vestido x pijama? Cerveja x brigadeiro? Música alta x Netflix? Vou. Mas não queria ter ido”, em A crise da festa versus moletom.

“Quando uma bolinha com olhos, que por nada nesse mundo vira um dinossauro, comprova que você não tem condições de ser mãe”, em A crise constante que era ter um Tamagotchi.

“Na calor de 40 graus do (inferno) carioca, vesti um micro shorts e deixei minhas celulites à mostra. E sem nenhum remorso”, em A crise da liberdade tardia.

Tá todo mundo mal, de Jout Jout
Companhia das letras – 200 páginas
Avaliação: 04 caixotinhos (de zero a cinco)

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