O blog Caixote Amarelo nasceu com a proposta de dialogar apenas com os livros de relatos, as biografias. Para minha surpresa, bons ventos sopraram durante essa empreitada e outros tipos de livros ganharam espaço. Digo empreitada porque já seria difícil pra caramba abrir o bloco de notas e escrever o que sinto sobre as obras e como elas me afetam, de maneira positiva ou não. Tudo fica ainda mais complexo quando clico em "publicar". Te vejo dentro do caixote.

Por Renata de Sá.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A montanha com neve na África – Parte 1

Sônia e Paulo no cume do Kilimanjaro (crédito: acervo Sônia e Paulo)
Em mais uma etapa da expedição para mostrar os efeitos do aquecimento global no mundo (tá vendo, Trump....), os jornalistas Sônia Bridi e Paulo Zero enfrentaram a maior montanha do continente africano, o Kilimanjaro. Apesar de saber que este dia chegaria, Sônia questionava a todo momento se uma mulher de meia-idade, que mal treinou nas últimas semanas e com gripe conseguiria atingir o pico.

A resposta veio rápido, quando percebeu que estava a caminho de uma montanha com neve no meio da África. Ou melhor: uma montanha que tinha cada vez menos neve no topo. Paulo também escolheu com cautela os equipamentos que usaria. Uma câmera profissional pesa, em média, uns 8 quilos; uma lente, uns 3 quilos; um tripé, mais uns 10 quilos. Apesar da ajuda na subida, ele iria manusear sozinho tudo isso com o ar super rarefeito.

1800 metros de altitude
O ônibus deixou a equipe no ponto de partida para a subida. De acordo com o relato da jornalista, o local era bastante simples, porém com uma paisagem incrível. E a regra para subir a montanha também era bastante simples: ir no Pole Pole (isto é, devagar, devagarinho).

2800 metros de altitude
Na manhã seguinte, já no primeiro acampamento, antes de sair da barraca, Sônia precisava lavar o rosto e escovar os dentes com apenas o conteúdo que cabia num prato raso de sopa. Numa trapalhada, a jornalista saiu da barraca, calçou as botas (sujou as mãos) e usou aquela água para lavar as mãos. Tudo, absolutamente tudo era contado e separado para cada alpinista. Precisar de mais de qualquer coisa do que o combinado, significava dar mais trabalho e atrasar todo mundo. Neste caso, a nova porção de água precisou ser filtrada para que ela, finalmente, lavasse o rosto.

... (continua)

Diário do Clima – Efeitos do aquecimento Global: 
um relato em cinco continentes”, de Sônia Bridi
Editora Globo Livros – 256 páginas

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