O blog Caixote Amarelo nasceu com a proposta de dialogar apenas com os livros de relatos, as biografias. Para minha surpresa, bons ventos sopraram durante essa empreitada e outros tipos de livros ganharam espaço. Digo empreitada porque já seria difícil pra caramba abrir o bloco de notas e escrever o que sinto sobre as obras e como elas me afetam, de maneira positiva ou não. Tudo fica ainda mais complexo quando clico em "publicar". Te vejo dentro do caixote.

Por Renata de Sá.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Vovô simpatia

(O escritor Pedro Bandeira. Crédito: Júnior Santos)


No início da carreira, participando de sua primeira Bienal do Livro, Pedro Bandeira conta que viu uma menininha segurando um de seus livros. Ele se aproximou da garota e disse: “Ei, este livro é meu.” E na sequência, ela respondeu: “Não. Este livro é meu!”

Naquele instante o jornalista e aspirante a ator percebeu que os livros, depois de prontos, não pertenciam mais aos autores, mas sim aos leitores. Foi assim que Pedro Bandeira, no auge dos seus 75 anos, começa a sua fala num bate-papo sincero, cheio de humor e simpatia neste final de semana.

Considerado um dos mais queridos e adotáveis escritores nas escolas, Pedro Bandeira passeia tranquilamente pelos diversos públicos ali presentes. Daquele leitor, assim como eu, que leu suas histórias há mais de duas décadas aos novos leitores com pouco mais de 7 ou 8 anos, os karas parecem mais atuais do que nunca.

Aliás, para quem ouve o nome Pedro Bandeira e pensa: “Ai, os karas, que saudade”, saiba que em 2014 o autor criou um desfecho, ou pelo menos uma continuação para os detetives Miguel, Calu, Magrí, Crânio e Chumbinho em A droga da amizade (Moderna).

"Os karas (A droga do amor; A droga da obediência; Droga de americana; A droga da amizade etc)", de Pedro Bandeira
Editora Moderna



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