O blog Caixote Amarelo nasceu com a proposta de dialogar apenas com os livros de relatos, as biografias. Para minha surpresa, bons ventos sopraram durante essa empreitada e outros tipos de livros ganharam espaço. Digo empreitada porque já seria difícil pra caramba abrir o bloco de notas e escrever o que sinto sobre as obras e como elas me afetam, de maneira positiva ou não. Tudo fica ainda mais complexo quando clico em "publicar". Te vejo dentro do caixote.

Por Renata de Sá.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Caixote Amarelo lista os melhores livros do biógrafo Fernando Morais

Reparem. Ao menor sinal de problema, ou quando as pessoas estão atrapalhadas para resolver algo, recorrem a uma lista. A de supermercado, de tarefas, de apresentação. E pode ser simples como um bloco de papel e uma caneta ou no celular. Alguns optam pela lista imaginária – vão desenhando com o dedo no ar ou fazem de cabeça mesmo. Isso mostra que somos fascinados por fazer listas. Partindo desse denominador comum, Caixote Amarelo listou os melhores livros de um dos maiores biógrafos brasileiros, o escritor Fernando Morais. 

1) O Mago
A incrível história de Paulo Coelho, o menino que nasceu morto, flertou com o suicídio, sofreu em manicômios, mergulhou nas drogas, experimentou diversas formas de sexo, encontrou-se com o diabo, foi preso na ditadura, ajudou a revolucionar o rock brasileiro”. É assim que começa uma das biografias brasileiras mais incríveis que já li. Não estou nem falando sobre a discussão se Paulo é ou não literatura, muito menos se é boa ou não, mas sim, sobre com Fernando Morais mergulha na vida do seu personagem e me fez ler em dois dias as mais de 600 páginas do livro.

2) Chatô – o rei do Brasil
Sou da área de comunicação e obrigatoriamente tive que ler sobre o dono dos Diários Associados, Assis Chateaubriand. Lembro que em uma discussão na sala de aula sobre esse ícone uma colega disse que se Chatô não tivesse falhado, a Globo não seria o que é hoje. O título de rei faz sentido porque ele comandava tudo: rádio, TV, jornal... era dono até mesmo do MASP, um dos maiores cartões postais de São Paulo. Na época da leitura, era polêmica falar sobre o tal filme da vida de Chatô que nunca saiu do papel porque o dinheiro simplesmente tinha acabado. Quase 20 anos depois, o material finalmente ficou pronto.

3) Os últimos soldados da guerra fria
Sabem aqueles filmes de espiões russos e americanos, em fugas alucinantes em missões para descobrir os possíveis ataques do inimigo? Não é sobre nada disso que o livro conta. O autor nos mostra uma vida dupla sofrida e bastante humilde dos agentes em solo americano, em uma tentativa quase infantil para tentar desvendar os segredos dos EUA, em nome da “mãe Rússia”.

4) Corações sujos
Conta a história de uma das maiores “fake news” já inventada. Em uma época em que as pessoas nem sonhavam com as redes sociais e os smartphones, se espalhou por São Paulo que a rendição japonesa na Segunda Guerra Mundial era uma fraude, dando início a uma rachadura na comunidade nipônica, causando mortes, feridos e a prisão de mais de 30 mil pessoas pelo DOPS. 

"O mago", de Fernando Morais
Editora Planeta - 630 páginas

"Chatô - o rei do Brasil", de Fernando Morais
Companhia das letras - 732 páginas

"Os últimos soldados da guerra fria", de Fernando Morais
Companhia das letras - 412 páginas

"Corações sujos", de Fernando Morais
Companhia das letras - 348 páginas
                               

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